Metodologia e critérios de inclusão
Um mapa cheio de rumores não vale nada. Aqui a honestidade é o produto: cada registro tem fonte, status explícito e um nível de confiança. Esta página diz exatamente como as decisões são tomadas. Última revisão dos dados: 2026-07-11 · 21 registros (12 no Brasil).
1. O que entra
Incluímos apenas data centers de classe IA / hyperscale com pelo menos uma fonte citável. Na prática, um projeto entra se for descrito por fonte pública como voltado a treinamento/inferência de IA, computação de alta densidade (GPU) ou infraestrutura hyperscale de nuvem+IA. Colocation e data centers corporativos genéricos não entram nesta fase — a proposta é mapear a corrida da IA, não o mercado inteiro.
Brasil é o foco (cobertura o mais exaustiva possível); o mundo entra como contexto curado (os maiores clusters globais, não um censo).
2. Status — sempre explícito
Anunciado não é o mesmo que operando. Separamos cada projeto em:
- Operando — há capacidade energizada e em serviço (ao menos parcial).
- Em construção — obra confirmada em andamento.
- Anunciado — anunciado / planejado, sem obra confirmada.
- Operando + em obras — campus com parte operando e parte em obras.
3. Nível de confiança
Cada registro carrega um selo de confiança:
- Alta — números de fonte primária (release oficial, órgão público) e verificados.
- Média — fonte secundária confiável, mas ainda não confirmado em primária.
- Baixa — anúncio preliminar, números ausentes ou claims de marketing não verificados.
4. Potência (MW) e o rótulo [NÃO CONFIRMADO]
Nunca inventamos MW. Quando a carga de TI atual não é pública, mostramos o teto de expansão anunciado (ex.: "→ 4,75 GW") deixando claro que é potencial, ou marcamos [NÃO CONFIRMADO]. Números de energia do campus (GW) não são confundidos com carga de TI já energizada.
5. Coordenadas — sem pin falso
Só usamos coordenada exata quando há endereço/coordenada de fonte. Quando apenas o município é conhecido, o pin fica no centroide do município e é marcado visualmente como aproximado (contorno tracejado). Projetos sem local divulgado não recebem pin — aparecem só no ranking. Preferimos admitir imprecisão a fingir precisão.
6. Fontes e licenças
- Todo dado tem ao menos uma fonte, listada na página de cada projeto. Preferimos fonte primária (releases, EPE, ONS) sobre secundária.
- O contexto mundial se apoia no tracker Epoch AI — Frontier Data Centers (licença CC BY). Agregamos e atribuímos — não republicamos o conjunto de dados.
- O pipeline brasileiro (~26,3 GW em 77 projetos) vem do rascunho do PDE 2035 da EPE.
7. Atualização
Estes dados mudam mensalmente. A fonte da verdade é um arquivo JSON versionado, validado em cada alteração (sem número sem fonte). Cada mudança é um commit rastreável. Achou um erro ou um projeto faltando? Isso é bem-vindo — o mapa melhora com correção.
Este projeto faz parte do MWatt. Data centers de IA são a maior nova demanda de conexão à rede do setor elétrico brasileiro — por isso o mapa cruza, quando público, com dados de conexão.